“É triste, pessoalmente fico quase que deprimido, porque é tudo que não precisávamos”, diz cientista político

Pela primeira vez, o presidente Jair Bolsonaro teve a possibilidade de discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. O político aproveitou a oportunidade para dissertar sobre temas polêmicos, como a preservação da Amazônia e a soberania nacional na região, a situação dos indígenas no Brasil, o socialismo no continente sul-americano e a abertura do mercado interno ao mundo.
Pairavam dúvidas sobre o tom da apresentação de Bolsonaro, um discurso que se mostrou reativo e que, em vez de melhorar a imagem brasileira perante outras nações, reafirmou posicionamentos antigos. O professor titular de Teoria Política e coordenador do Núcleo de Estudos e Análises Internacionais da UNESP, Marco Aurélio Nogueira, avalia: “O Bolsonaro que foi à tribuna da ONU é o sujeito interessado em passar algumas mensagens para os seus eleitores brasileiros e tentar cavar um lugar ao sol nesta articulação de extrema direita que está sendo ensaiada no mundo”.
Para parte dos analistas, o Brasil perdeu uma grande oportunidade de atrair recursos financeiros e reconstruir relações desgastadas. “É triste, pessoalmente fico quase que deprimido, porque é tudo que não precisávamos. O país não está em uma situação muito favorável para que o presidente vá fazer arroubos e provocações na cena internacional”, afirma o cientista político.
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